Depois de anos trabalhando na franquia "Sly Cooper", a equipe da Sucker Punch finalmente se aventura em um novo universo, desta vez mais ligado à realidade, ainda que uma bem fantástica, que pega emprestada elementos de jogos como "Grand Theft Auto" e "City of Heroes".
Em "inFamous" somos apresentados a Cole, um sujeito que sobrevive a uma devastadora explosão que acaba com seis quarteirões da fictícia cidade de Empire. Além de escapar ileso, o sujeito ainda ganha superpoderes eletromagnéticos, fato que vem a descobrir somente duas semanas depois, quando a região passa a ser assolada pelo caos e pelo crime, graças a uma quarentena imposta pelo governo federal. Aparentemente a explosão liberou uma praga que contaminou a população, e as suspeitas caíram sobre Cole, restando ao protagonista fazer a escolha de todo herói que se preza: utilizar os poderes para benefício próprio ou os utilizar para ajudar aqueles que o culpam.
No melhor estilo "Crackdown", o jogo conta com uma cidade livre para ser explorada, dominada por três diferentes facções. Cole deve derrotá-las utilizando seus poderes, como raios, escudos de força ou bolas de energia, que funcionam como granadas. As habilidades do herói funcionam de maneira direta, atacando os inimigos de cara, ou indireta, utilizando para queimar circuitos elétricos ou explodindo a munição dos oponentes. Por causa disto, Cole fica impossibilitado de usar armas.
Durante sua jornada para livrar a cidade dos três grupos, o personagem é obrigado a fazer as tais escolhas de herói, como por exemplo, ir a caminho de uma bomba relógio para desativá-la ou parar para salvar uma mulher que acabou de sofrer um acidente grave. São escolhas que afetam tanto o desenvolvimento de certas habilidades de Cole como também sua imagem através do sistema de Karma, assim, em determinadas ocasiões a população pode até mesmo ajudá-lo a passar por determinados obstáculos ou desafios.
FICHA TÉCNICA
Fabricante: Sucker Punch
Lançamento: 26/05/2009
Distribuidora: Sony CE
Suporte: Cartão de memória
"Mafia" pode não ter a popularidade de "Grand Theft Auto", embora divida muitos elementos com a série da Rockstar, como um mundo aberto e uma história sobre o mundo do crime. No entanto, é um jogo tão aclamado pela precisão na recriação de uma metrópole norte-americana da década de 30 e pelo enredo rico e bem desenvolvido que é de se estranhar que ele não tenha feito sucesso.
"Mafia II" promete mudar isso, começando com o lançamento simultâneo de versões para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, que têm o mesmo conteúdo e qualidade gráfica, ao contrário do primeiro jogo, cuja versão para PlayStation 2 era muito inferior à do PC. Além do mais, a produtora tcheca Illusion Softworks foi comprada pela Rockstar no início de 2008, garantindo mais visibilidade ao jogo.
A seqüência se passa entre as décadas de 40 e 50, na fictícia Empire City, que traz semelhanças com Nova York e inclusive terá sua própria versão da torre Empire State e da ponte do Brooklyn, conferindo realismo ao universo do jogo.
Os criadores prometem uma cidade extremamente rica em detalhes, com vida própria. Cada indivíduo tem sua rotina diária e realiza diferentes ações no decorrer do dia. Você também pode interagir com aparelhos eletrônicos e outros objetos que compõem o cenário, como pias ou rádios, seja para uso normal ou para transformá-los em armas improvisadas.
Os carros de "Mafia II" deverão ser mais velozes que o do jogo original, garantindo mais intensidade durante as perseguições. Como no primeiro jogo, com o passar dos anos, o design dos carros vai evoluindo, e novos modelos começam a surgir nas ruas. Os porta-malas, como nos melhores filmes sobre o tema, podem ser usados para transportar defuntos e esconder armas.
O universo do crime é explorado em uma série de missões que envolvem assassinatos, escolta, infiltração, chantagem e mais. Algumas missões possuem mais de um desfecho e, caso você falhe, não terá que reprisá-la, pois a história continuará seguindo seu rumo levando em conta todos seus atos. São múltiplos finais, para um enredo não-linear.
Ação não faltará, pois além das armas brancas, o jogo lhe dispõe de um grande arsenal de pistolas, metralhadoras e mais, todas recriadas realisticamente. Contudo, o jogo não preza pelo tiroteio descerebrado, mas sim pela ação tática e sorrateira.
FICHA TÉCNICA
Fabricante: Illusion Softworks
Lançamento: 24/08/2010
Distribuidora: 2K Games
Suporte: Multiplayer online
Configuração mínima: Windows
Outras plataformas: PS3X360
Assim como "Halo: ODST", "Halo: Reach" é um jogo derivado da popularíssima franquia de tiro da Microsoft que mostra eventos periféricos da trama principal estrelada pelo indestrutível Master Chief. No caso, a história do novo game explora acontecimentos anteriores ao primeiro exemplar da série, "Halo: Combat Evolved", sob supervisão do diretor criativo da Bungie, Marcus Letho, um dos co-criadores da saga.
O novo protagonista é o soldado novato de codinome Noble 6, parte de um batalhão de Spartans presos no meio do fatal ataque do coletivo alienígena Covenant ao planeta Reach, uma das últimas colônias humanas ainda intactas no universo. O combate ocorre paralelamente aos eventos do livro "Fall of Reach", que narra parte da origem de Master Chief e indica que o desfecho de "Halo: Reach" é trágico.
O lançamento preserva a mecânica tradicional da série, com muita ação com visão em primeira pessoa, e suporte para várias modalidades online. Entre as mudanças estão aprimoramentos de armadura e armas persistentes junto com um considerável aumento no arsenal do jogador, que conta com jetpacks, blindagem extra, camuflagens variadas e outras vantagens.
O multiplayer segue através da Xbox Live, link direto ou tela dividida, com muitas novidades e alterações. Jogadores ganham créditos durante as partidas para comprar customizações visuais e encaram até mesmo antigas armas rebalanceadas ou remodeladas. Entre modalidades de destaque estão algumas como a Headhunter, que derruba crânios dos usuários abatidos e espera que os adversário os coletem para levar até locais estratégicos, ou o Generator Defense, que coloca times de três jogadores para defender geradores enquanto o outro deve tentar destruí-los - e a situação se reverte no round seguinte.
"Halo: Reach" pode ser um episódio paralelo, mas não é um caça-níqueis. A produção do jogo é de primeira e não utiliza um mero motor gráfico atualizado de "Halo: Reach". Boa parte dos gráficos foi totalmente criada do zero para o novo exemplar, incluindo texturas, modelos de personagens e armas. O pacote ainda inclui trilha sonora inédita de Martin O'Donnell, compositor oficial dos jogos da grife, e voz do ator Greg Grunberg, mais conhecido pelo papel de Matt Parkman no seriado de televisão "Heroes".
FICHA TÉCNICA
Fabricante: Bungie
Lançamento: 14/09/2010
Distribuidora: Microsoft Game Studios
Suporte: 1 jogador, multiplayer online, cartão de memória
Com visual renovado, Kirby volta a ser protagonista em um console de mesa da Nintendo, após 10 anos figurando apenas nos portáteis e em jogos de outros gêneros.
Em "Kirby: Epic Yarn", a bolota rosa retorna em um visual completamente novo, onde tudo é feito como se fosse uma grande colcha de retalhos. Tanto os personagens quanto os cenários são feitos como se fossem pedaços de pano e linhas, que lembram um pouco o estilo de "LittleBigPlanet", de PlayStation 3.
Kirby agora é feito por uma simples linha rosa, que percorre todo seu contorno. Em vez de engolir os inimigos, a bolota desta vez usa um cordão rosado para atacar e interagir com os cenários. Em certos momentos, por exemplo, é preciso usar o cordão mágico para agarrar a extremidade de um castelo e puxá-lo, fazendo-o dobrar e diminuir, assim, o espaço entre as duas beiras de um precipício.
A aventura pode ser jogada por duas pessoas ao mesmo tempo. O segundo jogador controla o príncipe Fluff, que tem a forma de Kirby, só que é azul e usa uma coroa. Ambos caminham pelos cenários em 2D derrotando inimigos, passando por baixo dos "panos" e interagindo com tudo que está em volta para progredir até o final de cada fase.
Kirby e Fluff podem interagir durante a aventura, lembrando a interação implementada em New "Super Mario Bros.", também para Wii. Um arremessa o outro para frente ao utilizar o cordão colorido e, em um poder especial, viram um tanque enorme em que cada jogador controla uma parte para derrotar os adversários e chefes mais facilmente
FICHA TÉCNICA
Fabricante: Nintendo
Lançamento: 2010
Distribuidora: Nintendo
Suporte: 1 jogador, cartão de memória
"Call of Duty: Black Ops" revive conflitos pós Segunda Guerra Mundial e é sequência direta de "World at War", com a volta de personagens conhecidos e controle de novos veículos, como helicópteros.
No sétimo jogo da série, o jogador entra no comando de soldados da operação Black Ops durante a Guerra Fria. As missões acontecem muito próximas aos territórios inimigos, em localidades como as Montanhas Ural e o Vietnã.
"Black Ops" segue a mesma linha que tornou a série recordista de vendas e conta com combates realísticos e com visuais impressionantes. Em uma das fases, é preciso avançar por dentro de um estreito túnel para invadir o esconderijo adversário - munido apenas de uma lanterna e pistola, um teste para os claustrofóbicos. Em outro momento, o protagonista precisa limpar o caminho para que seu companheiro possa chegar até um helicóptero.
Uma das novidades é exatamente poder controlar essas aeronaves. A bordo delas, é possível atirar com armamento pesado, inclusive mísseis, que derrubam pontes e destroem bases adversárias em um piscar de olhos.
O arsenal conta com novidades. Balas explosivas fazem sua estreia na série e são fortes aliadas das escopetas calibre 12. Outra novidade é uma besta, arma arcaica, mas com alta precisão e poder letal.
Por ser produzido pela mesma produtora, Treyarch, e ser uma continuação de "World at War", "Black Ops" conta também com personagens já conhecidos, como Reznov, que retorna nessa nova aventura.
FICHA TÉCNICA
Fabricante: Treyarch
Lançamento: 09/11/2010
Distribuidora: Activision
Suporte: 1-2 jogadores, multiplayer online, cartão de memória
Outras plataformas: DSPCWIIX360
O terceiro episódio de "LEGO Star Wars" certamente não era dos mais esperados, apesar das novidades anunciadas pela Lucas Arts e o atraso de um mês em seu lançamento. Após lançado, será que o jogo traz tantas diferenças com relação ao primeiro da série, lançado em 2005? Não.
Tirando o habitual bom humor da franquia dos bonecos amarelos, as falhas da mecânica e mesmice das batalhas não mudaram nada nessa famosa galáxia muito, muito distante.
Piadas inspiradas, mecânica nem tanto
O jogo é baseado no desenho animado em 3D de 2008, "A Guerra dos Clones", que serve como ponte para os acontecimentos do segundo e terceiro episódios da saga. Como nos títulos anteriores, diversas cenas de corte baseadas na obra original são revividas pelos bonecos amarelos em tomadas que, apesar de não contarem com vozes, são substituidas por murmúrios e sacadas inteligentes e divertidas.
Entre as cenas, não é raro ver dezenas de corpos dos bonecos esquartejados pelos sabres de luz, mas como tudo é representado pelos simpáticos brinquedos, qualquer atitude mais violenta se transforma em uma grande piada.
Fabricante: Traveller's TaleLançamento: 22/03/2011Distribuidora: LucasArtsSuporte: 1-2 jogadores, cartão de memóriaConfiguração mínima: Windows XP/Vista Outras plataformas: DSPCPSPWIIX360
Em resposta às reclamações dos jogadores sobre o que foi apelidado de "passe de pinball" em "FIFA 10", a companhia inventou o "passe profissional" para a versão desse ano, permitindo que o usuário controle o peso de seus lançamentos. Isso significa que é necessário levar em consideração a especialidade, talento e forma física do atleta que estiver controlando - zagueiros, por exemplo, estão menos aptos a acertarem bolas em lançamentos longos, salvo por raras exceções. Aliás, o passe e efeito na bola são alguns dos elementos que a Electronic Arts está dando especial atenção.
"FIFA 11" ainda traz chutes com efeito como o "driven lob" (um chute forte com rotação para frente que cai rapidamente, que parece ideal para faltas que superam barreiras) e bolas enfiadas com rotação inversa, ou seja, com tendência de amortecer a velocidade quando toca no chão - sugere um passe rápido, mas tende a não chegar "quadrado" para o companheiro.
Quanto à inteligência artificial dos jogadores, a empresa promete mudanças consideráveis. Entre elas está a "personalidade" do atleta na tecnologia batizada de Personality+, o que significa que o comportamento dos maiores craques reais é melhor refletido nos campos virtuais. Um time internacional de jornalistas, olheiros e especialistas em futebol foi escalado para dar 36 atributos e 57 características a cada astro do game e manter tudo atualizado através de updates posteriores. Cada jogador agora possui uma configuração pré-definida de ataque e defesa, o que sugere que jogadores como o lateral Daniel Alves corram a toda para o ataque e voltem mais lentamente para a defesa, enquanto atacantes como Luis Fabiano raramente se envolvam na marcação. Ainda de acordo com as personalidades de suas contrapartes reais, é possível notar, por exemplo, que os argentinos Tevez e Messi tentam dribles curtos para vencer zagueiros enquanto Drogba e Adriano se valem mais de sua força física.
A parte visual de "FIFA" também ganha adições para torná-la ainda mais fiel, oferecendo dez moldes de corpo nessa versão, contra três da edição anterior, incluindo alguns biotipos incomuns como o de Peter Crouch, o magro e grandalhão atacante da seleção inglesa (ele mede 2,01m).
Por fim, uma novidade muito interessante: agora é possível gravar gritos de torcida e disponibilizá-los online para serem usados durante as partidas. É possível também selecionar músicas específicas da trilha ou trechos customizados para tocarem nos menus, ou quando determinadas equipes entram em campo ou marcam um gol. Também foi incluída a possibilidade de salvar replays no disco rígido do videogame.